Estilo da favela: venha conhecer as irmãs Tasha e Tracie Okereke


Mulheres, negras, periféricas e apaixonadas pela moda desde sempre - mesmo quando o dinheiro mal dava pra comprar nada. "roupa era pra gente se cobrir, porque não tinha grana, comprava uma vez por ano."

Filhas de família nigeriana, Tasha e Tracie, que são gêmeas, começaram customizando as próprias roupas que ganhavam ou compravam em brechós de um ou dois reais. Além de cortar as peças pra criar novas modelagens, as irmãs também investiam em estampas próprias - feitas com canetinha


Expensive $hit: tanto talento logo começou a dar muita visibilidade, então elas criaram um blog, o Expensive Shit, onde continuam, até hoje, a abrir um espaço enorme no mundo da moda para jovens e crianças da favela. A ideia, inicialmente, foi aprender e ensinar o que elas não viam nas grandes revistas e veículos fashion - inspirações e dicas para mulheres negras. A dupla, inclusive, já tem vários projetos apoiados por grandes marcas, como Nike, Coca-Cola e Melissa, que é um dos seus últimos trabalhos.


A relação com a auto estima: com apenas 21 anos, elas já são conhecidas em todo o território brasileiro (e até lá fora), levando o empoderamento feminino lado a lado. "Queremos fazer as pessoas terem a consciência de que elas podem fazer tudo; que elas se sentissem poderosas, aí elas iam ver o quanto de poder elas têm", diz Tracie.

Elas também fazem festas, tudo em nome do empoderamento da meninada por aí. Segundo elas, as meninas da quebrada tem vergonha em ir pras festas do centro da cidade de São Paulo, porque lá todo mundo é diferente delas. Não mais! Um dos focos principais das gêmeas é levar a periferia pro centro da cidade, ao mesmo tempo em que levam o pessoal do centro pra favela, também. E elas fazem isso com muito estilo, simpatia, conhecimento e música de qualidade!


Como se já não bastasse todo esse talento, as irmãs são ativistas feministas e do movimento negro, participando ativamente de alguns coletivos, como o MPIF (Mulheres Pretas Independentes da Favela), com o qual fizeram o primeiro desfile próprio - de mulheres da favela para mulheres da favela. A próxima parada: lançar a própria marca de roupas.


Quanto ao estilo pessoal, além de ainda continuar abusando de garimpos em brechós e customizações próprias com um estilo e estamparia bem africano, elas são fãs de carteirinhas de acessórios - quanto mais, melhor! "Somos Africa, somos Brasil, somos rap, somos Old e New School, somos música boa, somos cores, dourado, estampas. Somos alma, somos energia, somos arte!", é como elas se descrevem no site.


"Somos África, rap, rua! E não damos a mínima pras suas etiquetas". Pra ficar ligado no que essas duas andam aprontando por aí (e olha que tem muita coisa boa!) você pode seguir o Instagram e curtir a página do Facebook, que elas tão sempre atualizando. Eu já virei fã!

Nenhum comentário:

Tecnologia do Blogger.